The importance of genetic variability in food crops – a story of rye / A importância da variabilidade genética nas plantas agrícolas – uma história de centeio

I love being a health coach, which occupies approximately 80% of my professional life. However, I also thoroughly enjoy being a scientist/biologist and spend one day a week on research in collaboration with the genetics lab of the Instituto Superior de Agronomia/University of Lisbon. Last week, my most recent scientific publication became available. I just love this work, which is focused on how very interesting extra or supernumerary chromosomes that exist in natural populations of rye (and some other species) render protection in adverse heat conditions. The results presented are the conclusion of work started years ago and the combined effort of a fantastic team of scientists at the Institute, which are co-authors of this work and with whom I am privileged to work with. Although quite technical to the non-scientist, the take home message is simple and important to all. These extra chromosomes, called B chromosomes, are found in most natural populations of rye. Due the presence of Bs causing large differences in the growth and development of plants that carry them, cultivated rye has been selected to not have Bs. However, we show for the first time, that genetic/epigenetic information present on B chromosomes provides protection to heat induced damage in the pollen grains. In conclusion, although I am not against agriculture, I do think that there are many lessons to be learnt from nature that we will not see if we are too focused on our own needs/wants. Sustainability is contigent on balance.

A importância da variabilidade genética nas plantas agrícolas – uma história de centeio

Eu gosto imenso de ser uma Health Coach, atividade que ocupa cerca de 80% da minha vida profissional. Contudo, a ciência continua a ter um papel importante na minha vida, e passo um dia por semana a fazer investigação em colaboração com o laboratório de genética no Instituto Superior de Agronomia (ISA)/Universidade de Lisboa. A semana passada, o meu ultimo trabalho foi publicado. Tenho imenso orgulho nesta publicação, que é sobre cromossomas extranumerários que existem em centeio (e algumas outras espécies) e que são vantajosos em condições adversas como o calor excessivo. Os resultados mostrados são a conclusão de trabalho iniciado há anos e por uma equipa fantástica do ISA que são co-autores desta publicação. Apesar de o paper ser bastante técnico para um “não cientista”, a mensagem é importante para todos. Estes cromossomas extras, que se chamam cromossomas Bs, estão presentes em quase todas as populações de centeio naturais. Como a sua presença causa variabilidade no tamanho e desenvolvimento das plantas, os Bs foram selecionados para não estarem presentes no centeio cultivado. Contudo, neste trabalho mostramos, pela primeira vez que existe informação genética/epigenética presente nos Bs que protege os grãos de pólen contra efeitos negativos do calor. Para concluir, apesar de eu não ser contra a agricultura, acho que temos muitas lições para aprender da natureza que nos vai passar ao lado se estivermos focados nos nossos próprios desejos/necessidades. A sustentabilidade depende do equilíbrio.


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