What goes through your mind when you think of food? / O que é que passa pela sua cabeça quando pensa em comida?

A couple of days ago, I was surprised at the result of a google search for images using “food photos” as search words, shown on the left side of the picture. What I was hoping for was to improve my photographic skills by looking at what professional photographs of food looked like. What I got was not only very different than what I expected, there was a huge difference between the results and those obtained when using “healthy food” as a search term (right images).  Why is it that “food photos” and “healthy food photos” raise such different images?

As is the case with many other basic human needs, our relationship with food has become highly complex. This is patent by the multi-billion Dollar/Euro food and food related industry as well as by the plethora of eating disorders and growing proportion of people who are overweight worldwide. As a population, we spend a significant amount of time thinking, managing, worrying and talking about food. How and why did humans evolve from “eating to live” towards “living to eat”?

This question has been the source of many studies over the last decade, as recently nicely summed up in an article entitled “That Craving for Dessert” in the January 2016 issue of Scientific American. Of particular interest to me is that the regions of the brain that are stimulated when we eat vary depending on what we eat and perhaps even why we eat.  For example, it is becoming more and more clear that consumption of very fatty/sugary foods captivate the brain’s reward circuit, in fact very much like cocaine or gambling do (Jabr 2016).

Hopefully, there will be many multi-disciplinary PhD theses in the coming years focused on integrating the extensive recent advances in how food influences our bodies and brains. In my opinion, we could greatly gain from integrative approaches including any combination of various areas such as epigenetics, genetics and genomics, neurology, physiology, sociology, endocrinology, anthropology, psychology, and evolution. Optimistically, these types of approaches should provide guidance to governments and the private sector towards improving our health as well as the health of our planet long-term.  Nevertheless, for the purpose of this post, let’s get back to the topic of “eating to live” vs “living to eat”. If we were in fact eating to live long healthy lives, then the google results for “food photos” would be much more similar to those we obtain for “healthy food photos”.  

Perhaps we could begin by de-complicating our relationship with food and keeping what you have just read in mind when making choices about what you eat. My simple advice is: if you are hungry, think about what foods your body needs and what healthy choices there are that you feel like eating. If nothing healthy comes to mind, you are likely not hungry and are instead using food for something else such as reward, comfort, or dealing with frustration. Of course there is nothing wrong with a little “junk food” as it is what you do 90% of the time that counts. My “foody” wishes for 2016 are that you enjoy exploring good whole foods and otherwise have a healthy year full of good things!

I would love to help you explore your relationship with food, feel free to contact me for a free initial consultation!

O que é que passa pela sua cabeça quando pensa em comida? 

Há uns dias atrás, decidi usar a palavra “food photos” no Google para estudar o aspeto de fotografias profissionais de comida e quiçá melhorar a qualidade das minhas fotos. O resultado, como se pode ver no lado esquerdo da imagem, não foi de todo o que eu esperava, e completamente diferente com aquele obtido utilizando “healthy food photos" como termo de busca (imagens à direita). Qual será a razão que as palavras "comida" e "comida saudável" resultam num grupo de imagens tão diferentes?

A nossa relação com a comida é altamente complexa, e como resulta temos uma indústria alimentar que vale vários bilhões de dólares/ euros. A isto pode-se acrescentar variadíssimos produtos relacionados com os alimentos, uma pletora de distúrbios alimentares, e uma crescente proporção de pessoas com excesso de peso pelo mundo fora. Na verdade, como população, passamos imenso tempo a gerir, pensar, preocupar com, ou falar de comida. Como é que nós, como seres humanos, evoluímos de “comer para viver” para “viver para comer”?

A resposta para esta questão não é nada fácil, como se pode ver a partir de um artigo recém-publicado na Scientific American de janeiro 2016.  Resultados recentes mostram que mostra que as áreas do cérebro que são estimuladas quando comemos dependem de o que acabamos de comer, ou mesmo da razão pela qual comemos. Mais relevante ainda é o recente descobrimento que o consumo de alimentos com alto teor de gordura/açucar cativam o circuito do cérebro relacionado com a recompensa numa maneira muito semelhante ao estimulado pelo consumo de cocaína ou do jogo (Jabr 2016).

Idealmente, este e muitos outros recentes avanços sobre como os alimentos influenciam os nossos corpos e cérebros serviram como grandes temas para teses de doutoramento integradas. Na minha opinião, temos muito a aprender com abordagens multidisciplinares que integram combinações de resultados obtidos em estudos de epigenética, genética e genómica, neurologia, fisiologia, sociologia, endocrinologia, antropologia, psicologia e evolução. Para ser otimista, era bom que esses conhecimentos fossem utilizados tanto pelos governos como pelo sector privado para melhorar a nossa saúde e aquela do nosso planeta. Mas para o propósito deste post, vamos voltar para o tema de comer para viver. Se em geral comemos para viver vidas longas e saudáveis, então os resultados do Google obtidos com "food photos" deviam ser muito mais semelhantes aos obtidos com "healthy food photos".

Se calhar iriamos ganhar muito se conseguíssemos "descomplicar" a nossa relação com a comida, o que podemos começar a fazer quando fizer escolhas sobre o que vai comer. O meu conselho é simples: se está com fome, pense sobre o que o seu corpo precisa e quais as escolhas saudáveis ​​que lhe apetecem comer. Se nada saudável vem à mente, então provavelmente não está com fome, mas a usar a comida para outros fins, como a recompensa, o conforto ou para lidar com a frustração. Claro que um pouco de "coisas más" não faz mal nenhum ... é o que se faz 90% do tempo que conta. Para 2016, desejo-lhe um ano saudável e cheio de coisas boas e que aproveite para explorar a sua relação com os alimentos!

Gostava muito de o/a ajudar a explorar a sua relação com os alimentos, contacte-me para uma consulta inicial grátis. 

REFS

Jabr, F. 2016. That Craving for Dessert. Scientific American 314 (1): pp18


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